quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O TEMPO PASSA...




“Engraçado como coisas que um dia pareceram tão importantes, não significam nada agora.” (Lori Wilde)


        Há um silêncio, uma distância, um afastamento que já não causa tristeza, lágrimas, angústia. Não incomodam mais, não há esperanças vãs. As verdades reveladas, porém sempre presumidas enterram qualquer resquício do sentimento bom ofertado. Nunca houve recíproca, embora houvesse bondade de coração aberto. 
        O pensamento atual é de compaixão pela alma atormentada, que surge no silêncio do quarto vazio, frio e acusador. Olhar ao redor mostra o quanto a vida estará cada vez mais deprimente, sem amor, sem calor amoroso, sem cuidados de companheiros. Nem Deus acalentará o sofrimento, pois por anos usou seu Santo Nome em vão. Não há solidariedade, por mais piedosa que seja que conforte essa essência escondida nos sorrisos. O tempo passa para todos, mas a idade atormenta aqueles que preferiram seguir a vida só pensando em si mesmos. Não há sentimento afetuoso que permita perdoar tanta insensibilidade e descaso com o Outro, por anos a fio. Não espere receber Amor que nunca deu de coração aberto e sincero. Sempre houve o jeitinho de enganar aqui e ali, desrespeitando o Amor ora oferecido. Os lamentos são só parte da “recíproca” das voltas que o mundo dá. Do “aqui se faz, aqui se paga”. Ter a consciência e o coração livres de remorsos não é para os “espertos”, “os que quiseram se dar bem em tudo”. Agradecer à Deus todos os dias pela Paz na alma é para poucos. 

Irene Freitas
06/08/2015


sábado, 6 de junho de 2015

TEMPO!


Na posição do silêncio,
Na respiração controlada
Os olhos se fecham,
E abrem a alma aos sonhos,
Às recordações do dia passado.
Vêm os cheiros de casa limpa,
Os sons urbanos misturados.
Já foram tiros, buzinas, carros acelerados
E agora o silêncio noturno.
Reina aqui no interior,
A paz e alegria do fazer dos outros,
Os sorridos acompanham
Os planos da próxima semana.
Haverá calor, chuva, arte, muita arte.
Olho ao redor e tudo me identifica.
Tem meus pedaços, meus passos,
Meus amores finitos e infinitos.
Alguns guardados em segredo.
Mas mais do que tudo,
Tem o fluir dos elementos do corpo,
que hoje está tão zen!

Irene Freitas
06/05/2015

terça-feira, 26 de maio de 2015

Há Amor no Rio de Janeiro!


Não sei se há amor na distância.
Se resiste ao silêncio.
Se perdoa o descuido.
Se sobrevive ao tempo.
Se o que passou no coração,
Fica guardado como saudade eterna.
Se há a ilusão vista na madrugada,
De que as palavras lidas,
São para dizer que ainda existe Amor.
Recordo o sentimento com um sorriso.
Aquele mesmo que eu te dava ao te ver.
O percurso ao teu encontro.
A tua casa. Teus móveis.
Teus discos. Teu cuidado comigo.
O quanto eras gentil e sincero.
Relembro a dança de nós dois
E a surpresa dos nossos passos cadenciados.
E a alegria de estarmos juntos sem pudor.
Foi algo estranho e tumultuado
O nosso "Amor" nunca declarado.
Mas sentido a cada encontro.
Poucas palavras, muitas atitudes,
De carinho, gentileza e sacanagem.
Era um "ouvir música" e fumar.
Ver a Lua, que adoramos, na varanda
Coberta somente com teus lençóis.
Por vezes vestindo suas roupas masculinas,
Por que eram "suas roupas".
E com isso impregnar meu corpo com teu cheiro,
Deixando nelas meu perfume de mulher.
A gente pode voltar no tempo,
Com lembranças desse Amor.
Mas revivê-lo é uma pergunta que fica.
O passar dos anos nos mostrará,
Que foi bom estar contigo.
Pense, há Amor no Rio de Janeiro. 

Irene Freitas

domingo, 24 de maio de 2015

MADRUGADA!

Recolhendo papéis e lembranças, volto como uma volta ao tempo e recordo silenciosamente palavras tão ternas e carinhosas num aniversário qualquer.

E da mais linda declaração
perpetuada no coração tímido que disse
E naquele outro que recebeu esses sons 
Recordo as palavras soltas e sinceras,
De um amigo distante,
Alcoolizado para ter a coragem
De se declarar tão abertamente.
Apesar dos fios invisíveis que o protegiam
Soube abrir seu peito tão camuflado.
Uma alma que sofre sozinha,
Escondida em serras verdes,
Em frios congelantes no inverno,
Mas com céus azuis incríveis,
E Luas que nos conectam em pensamento
E as estrelas que enfeitam sua noite. 
Que sei olha todos os dias.
Me dissestes as palavras mais lindas que um dia ouvi
Trazendo-me lágrimas de emoção,
E o lamento por não estar perto de ti. 
Para sentir na pele, o leve tatear dos dedos
O calor dos corpos ardentes,
E o previsível desse momento.
Teu ato súbito e inadiável,
Foi meu presente maior.

Volto às letras, palavras e recordações.
E ao silêncio contínuo e distante
Imposto não sei por que.
Cortes, fugas, bloqueios.
Silêncio, esse nosso companheiro
Que vai e volta, mas agora está longo demais.
Estás sempre buscando a essência,
As almas, te importam mais.
Ninguém consegue te conhecer por inteiro.
És uma alma sempre inquieta,
Solitária, reflexiva, dolorida
Que sabe fazer a saudade e a interrogação
Se instalarem nas almas que nunca se separaram.
Elas por vezes se quebram ou esticam 
Os fios invisíveis ligavam-se na longa madrugada.
Foram outrora tão presentes,
Mas hoje estão só na esperança. Volte!

Irene Freitas
24/05/2015



sábado, 31 de maio de 2014

NÃO ENTENDO!!



O que vai nos corações e mentes dos seres humanos hoje em dia? Não há mais compaixão, indignação, revolta, com os desmandos, os tremendos caras de paus dos #desgovernos. ...Os abnegados, corajosos, destemidos, lutadores, incansáveis professores que estão em Greve, devem estar com o sentimento igual ao meu ao visualizar tantas fotos de "sábados letivos"... Parece que há mundos paralelos no magistério estadual. Uns lutam, apanham, se manifestam, se revoltam com o que está ai, e outros simplesmente obedecem a "tudo que o seu mestre mandar"... Tristeza constatar tal divisão tão escancarada... Os mesmos que, muitas vezes reclamam o tempo todo, são aqueles que esperam na luta do Outro o seu quinhão das conquistas... São os mesmos que não olharam as feridas, a prisão, o descaso com o que o #desgoverno trata nossa Luta...Quando ao final de sua vida profissional, estiverem recebendo um salário de fome que não dará para pagar suas necessidades mais vitais, lembrem-se que vocês mesmos não lutaram no tempo certo para melhorar seu futuro. Mas...como sempre, cada um é responsável pelas suas escolhas... Eu sempre, como muitos, escolhi Lutar, ser descontada, sofrer as injustiças que vierem, mas tenho a consciência tranquila. Hoje estou profundamente Decepcionada.

IreneFreitas57

31/05/2014
14:00