domingo, 28 de agosto de 2011

Espera sem fim......



Não sabemos o que vai no coração dos outros, só no nosso....
Ao final de uma espera sem respostas, deixo tudo pra lá...
Queria uma amor, um amigo que veria de vez em quando...
Mas não é assim que se sente...então...cada um que cuide de sua vida...
Há tanta coisa a se viver, tantos momentos....
Esperar doi no coração...racionalize e esqueça....
E assim o farei....Bom domingo para todos....



Irene Freitas
28/08/2011

domingo, 21 de agosto de 2011

Hoje, igual à ontem!


Tudo igual como no passado.
A mesma correria,
Trabalhadores apressados
Procurando um lugar para sentar
Nos bancos ainda desconfortáveis.
As portas que não fecham totalmente.
O barulho é igual há décadas!
O mesmo balanço de quando jovem
Onde está a evolução? A tecnologia?
O povo pobre e sofrido
Recebeu ontem, e ainda
Recebe hoje o mesmo serviço
Ruim, sujo, desagradável
Outras opções são caras, inacessíveis.
O pequeno e pouco espaço, é dádiva
Logo fecham os olhos,
Para o cochilo necessário
Depois de horas de trabalho.
Quantos tipos, mas ainda iguais
Aos do meu passado, décadas atrás.
Os ambulantes, agora jovens
Sem qualificação e estudo.
Idosos a completar
As parcas aposentadorias do INSS.
Agora sou eu a fechar os olhos.
Recordando o passado difícil
Percebo,  nada mudou.
O povo sofrido de outrora
Envelheceu, criou os filhos
Mas continua sendo tratado
Sem respeito, sem dignidade
No uso diário dos trens do Rio de Janeiro.


Irene Freitas
21/08/2011

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Quando vens?


Já te espero por longos dias
Em todos eles chego à janela
Para ver sua chegada...
Mas ainda não te encontrei
Desejo-te tanto!
Quero sentir em todo meu corpo
A tua presença que amo
Teu desfilar pela pele ansiosa
Trazendo a sensação de prazer
Um prazer raro, sem data definida
Pois vens sem avisar muitas vezes
E me pegas com um sorriso feliz.
Gosto de sentir tua presença,
De seu cheiro impregnando todo o ar
Venha, quero tanto estar contigo.
Venha, CHUVA, leve, pesada, benfeitora
Tua natureza é renovar
Fazer feliz toda a terra seca
Adoro CHUVA miúda!

Irene Freitas
15/08/2011


domingo, 14 de agosto de 2011

Lágrimas (pensando Chico Xavier)

Após ouvir num filme sobre Chico Xavier, e ele falando sobre lágrimas....

Lágrimas de afeto, de saudades fazem bem ao destinatário. Então hoje, num dia que deveria ser especial, relembro meu Pai tão amado, tão gentil, tão provedor. Ele era uma figura atípica no seu tempo.
Acho que aprendi com ele uma frase, embora ele nunca tenha me dito, mas tenho como base de minhas ações, "eu só quero o seu bem!", seja para quem for. Meu coração bondoso se machuca várias vezes, porém sua essência não se altera. Sou feliz por ser assim e em minha vida Deus tem me abençoado. Obrigada!


Irene Freitas
14/08/2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Uma Canção



video
                                                                
Um celular moderno
Músicas armazenadas
Uma espera burocrática
Escolho um som para distrair
A música de um passado
Marcou um romance
Centenas de kilómetros percorridos,
Serra, frio, vinho, aconchego,
Paciência, paixão fora de hora,
Palavras em versos, poesias,
Fios invisíveis,
Fim sem respostas,
Saudades sempre sentidas.
E a canção nos fones,
Faz meu coração sinalizar
O sentimento ainda está lá.
O corpo sem meu querer
Demonstra os sinais,
São as lágrimas descendo
Face abaixo e em público
Traz também a frase como presente
A reação emocionada e surpresa
“Hoje ganhei um presente. Uma música.
Uma declaração de amor? Não sei.
Só sei que gostei. Ah! como gostei.”
Foram momentos inesquecíveis
Mesmo depois das mágoas.
Toques musicais e percebo:
Foi intenso, arrebatador!
Não sabemos o que vai no coração do outro,
Só o que vai no nosso
E nem sempre podemos controlá-lo.
No meu, ainda não sei,...
Quando me lembro de você...


Irene Freitas
11/08/2011


domingo, 7 de agosto de 2011

As voltas do mundo


Amigo distante e raro
Meu afeto se decepciona
Pois não recebe a recíproca,
E mostra ao meu coração bondoso
Que a distância faz bem.
Que o desapego deve ser exercido.
Que os fios invisíveis devem ser quebrados.
Se não há troca, compaixão
Ou algo com paixão
Deve-se deixar ao léo
Sofrer as dores devidas
Mesmo que sejam físicas
Vieram nas voltas que o mundo dá.
O viver é semear o caminho.
O futuro, a colheita é o que se plantou.
Não há ciência fazendo ser diferente.
Então o ditado popular está certo,
“Aqui se faz, aqui se paga!”
Só não sabemos a forma.
Mas com o passado vivido
Podemos adivinhar o conteúdo.
Faça o bem, sem olhar a quem.
E Deus proverá!


Irene Freitas
07/08/2011