sábado, 11 de fevereiro de 2012

Gente descolada!


E no andar da carruagem foram se encontrando nos fios invisíveis. Conversas intermináveis nas madrugadas. Um conhecer de almas não vivido no passado. Agora sorriem, dão gostosas gargalhadas. Cada um no seu silêncio, em encontros noturnos e quase diários. Um cuidar à distância. Um recomeço quase do zero. Adultos, cinqüentões e num pacto sem palavras vão sendo felizes, às vezes juntos, às vezes distantes poucas horas um do outro. Há algo nessa união incompreensível, mas só para quem está de fora. Vai entender esses dois!

Irene Freitas
10/02/2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Te cuida, Sapo!



E no meu reino encantado
O príncipe sempre foi sapo
E a princesa (eu) vive esperando
”dias melhores virão”.
Fiz todas as magias possíveis
O cobri de carinhos e presentes,
Mas ele continua verde e impassível
Tentei enfeitá-lo de rosa, xadrez
Muitas cores e acessórios
Mas o amarelado de sua barriga
Não adere as cores fortes
Tentei feitiços com palavras doces
Mas parecem não tocar
Nem o corpo nem o coração já envelhecido.
Tentei muitos elixires multinacionais
Mas o álcool contido neles
Não fez o efeito esperado.
Tentei todos os toques de saudades
Mas não há retorno alegre para mim.
Nos momentos menos “sapo”
Demonstra só curtir o afeto recebido
Invisível algum gesto de recíproca.
Sai do castelo da princesa boba,
Despedindo-se sem promessas,
Nem um: Voltarei, amor!
E volta para seu brejo solitário,
Onde não pensa em ninguém
Só em si mesmo, (sorrindo)
Com uma vaidade dos bobos,
Esquece que a “princesa” também
Pode ter seu lado “bruxa má”
Saindo por ai com a “vassoura”
A buscar um pouco mais do que
Recebe minimamente, do “sapo”.
Então, sapo vaidoso,
Cuide melhor daquela “princesa boba”
Ela pode te trocar por outro sapo
Mas muito mais carinhoso
Virando um príncipe encantador!

Irene Freitas
09/02/2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Um dia de números pares!


De silêncio fez-se meu dia
E das palavras fez-se a inspiração
Sem notícias...
Ausência...
Saudades...
Espera sem fim...
Calor insuportável...
Decepção...mais uma vez...
Solidão...
Pensamentos em ti...
Reflexões sobre o amor...
Desamor de tua parte...
Compreender o Outro...
Buscar respostas...
No racional...
Sem emoções...
E com isso...tão pé no chão
Para ver a verdade...
Sem lágrimas...
Nem angústias...
Nem tentações...
Somente passar o dia.
Quente, Silencioso e Só...
Sem ti...mais uma vez.
E corpos impares!

Irene Freitas
04/02/2012


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Divagando!


Gostaria...
Que me amasse.
Que sentisse minha falta.
Tivesse saudades minhas,
De estar junto
De beijar na boca, ardentemente
De dormir juntos,
Numa noite fria
Aquecendo-nos um ao outro.
De saber que se preocupas.
Que sonhas comigo
Nas noites sem mim
Nos cochilos da tarde.
Saudades...
De tanta coisa legal
Que me faz feliz
Ao saber de tua existência.
Gostaria muito
Que tudo isso
Estivesse em teu coração.
Por que no meu,
Está desde que te conheci.


Irene Freitas
30/01/2012



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Interrogações!


Como posso me impedir de ficar triste?
Como posso impedir que as lágrimas
Rolem pelo meu rosto?
Como posso não sofrer?
Como simular sorrisos?
Disfarçar a dor?
Se o momento é só decepção!
Sonhos desfeitos.
Esperanças rompidas.
O futuro sem ti.
Rever que nada cativou,
Apesar dos esforços.
Meu ser, minha alma
Não esmoreceu
Não impregnou outro ser
Uma alma masculina,
Minha razão de sorrir, ultimamente.
Podemos entender tantas coisas.
Tocar tantos objetos.
Ver tantas coisas belas.
Sentir olores mais diversos.
Sentir sabores múltiplos.
Mas como é difícil tocar,
Um coração de um homem
Vivido, viajado, solidário, culto?
Onde está a resposta?
Onde procurarei abrigo, conforto?
Todo Por quê da vida
Tem um sentido, uma razão
Uma explicação de existência
E por que não encontro
As minhas respostas?

Irene Freitas
27/01/2012