Espalhando minha alma que ama, amou e ainda procura um amor. Viver é tão prazeroso! Cada minuto é uma experiência nova e o coração dispara com as emoções que nos chegam. Uma boa leitura pra você, que me visita!
domingo, 25 de setembro de 2011
Quarto!
É no quarto!
Esse tempo e espaço
Que te espero sempre.
Meu coração tenta em vão
Se acalmar com tua ausência
Com teu silêncio displicente.
Penso só em viver cada momento,
Finjo que não há hiatos,
Que os encontros são desejos mútuos.
Então, os dias passam.
As horas parecem vagarosas.
Os minutos vão se somando.
Agora!
Já são quase cem horas.
Vou desistir de resitir.
Então!
- Alô, oi, como você está?
Tudo bem contigo?
E te ligo no quarto dia,
Quebrando minha promessa
Tantas vezes repetida...
Te deixar para lá..
Coisas do coração!!
Irene Freitas
25/09/2011
domingo, 11 de setembro de 2011
A vida no reflexo
Espelho, espelho meu
Diga-me meu futuro
Pois o passado e presente
Conheço bem.
Vejo minha imagem envelhecida
Um reflexo sem erros
De como estou hoje.
E nas rugas assinaladas
Uma vida inteira.
Casamento, marido
Ex-marido, filhas
Anos de trabalho,
Sonhando em descansar
Tristes decepções
Perguntas constantes
De homens que se calam
De corações de gelo,
Como o filme de ontem
Um mundo que não se importa
O egoísmo superlativo
Horas só para si mesmo.
Minhas rugas são minha história
Meu futuro cada vez mais marcado
Com os anos passando
E a incerteza dos próximos.
Uma desilusão sem fim!
Mas que devemos superar
Ou então desapegar,
De vez...
Irene Freitas
11/09/2011
domingo, 28 de agosto de 2011
Espera sem fim......
Ao final de uma espera sem respostas, deixo tudo pra lá...
Queria uma amor, um amigo que veria de vez em quando...
Mas não é assim que se sente...então...cada um que cuide de sua vida...
Há tanta coisa a se viver, tantos momentos....
Esperar doi no coração...racionalize e esqueça....
E assim o farei....Bom domingo para todos....
Irene Freitas
28/08/2011
domingo, 21 de agosto de 2011
Hoje, igual à ontem!
Tudo igual como no passado.
A mesma correria,
Trabalhadores apressados
Procurando um lugar para sentar
Nos bancos ainda desconfortáveis.
As portas que não fecham totalmente.
O barulho é igual há décadas!
O mesmo balanço de quando jovem
Onde está a evolução? A tecnologia?
O povo pobre e sofrido
Recebeu ontem, e ainda
Recebe hoje o mesmo serviço
Ruim, sujo, desagradável
Outras opções são caras, inacessíveis.
O pequeno e pouco espaço, é dádiva
Logo fecham os olhos,
Para o cochilo necessário
Depois de horas de trabalho.
Quantos tipos, mas ainda iguais
Aos do meu passado, décadas atrás.
Os ambulantes, agora jovens
Sem qualificação e estudo.
Idosos a completar
As parcas aposentadorias do INSS.
Agora sou eu a fechar os olhos.
Recordando o passado difícil
Percebo, nada mudou.
O povo sofrido de outrora
Envelheceu, criou os filhos
Mas continua sendo tratado
Sem respeito, sem dignidade
No uso diário dos trens do Rio de Janeiro.
Irene Freitas
21/08/2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Quando vens?
Já te espero por longos dias
Em todos eles chego à janela
Para ver sua chegada...
Mas ainda não te encontrei
Desejo-te tanto!
Quero sentir em todo meu corpo
A tua presença que amo
Teu desfilar pela pele ansiosa
Trazendo a sensação de prazer
Um prazer raro, sem data definida
Pois vens sem avisar muitas vezes
E me pegas com um sorriso feliz.
Gosto de sentir tua presença,
De seu cheiro impregnando todo o ar
Venha, quero tanto estar contigo.
Venha, CHUVA, leve, pesada, benfeitora
Tua natureza é renovar
Fazer feliz toda a terra seca
Adoro CHUVA miúda!
Irene Freitas
15/08/2011
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